Comissão modifica projeto que obriga preso a pagar por tornozeleira eletrônica

Novo texto mantém ressarcimento ao Estado pela conservação do equipamento, mas retira hipótese de inscrever não pagadores na Dívida Ativa.
Novo texto mantém ressarcimento ao Estado pela conservação do equipamento, mas retira hipótese de inscrever não pagadores na Dívida Ativa. (Imagem: Nando Chiapeta/Alepe)

A Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta terça (19), nova redação para a proposta que cobra  dos egressos do sistema prisional de Pernambuco pelo uso de tornozeleira eletrônica.

 A alteração acatada pelos parlamentares mantém o ressarcimento ao Poder Público pela conservação do equipamento, inclusive permitindo que esse valor seja descontado da remuneração paga pelo trabalho do apenado. No entanto, retira a hipótese de inscrever o não pagador na Dívida Ativa do Estado.

Autor do substitutivo e relator da matéria no colegiado, o deputado Joaquim Lira (PSD) acredita que o novo texto evita possíveis prejuízos à ressocialização dos apenados. “Entendemos que os egressos do sistema penitenciário já enfrentam um ônus social muito grande, que não deve ser agravado pela previsão de uma carga pecuniária”, avaliou.

Agora, o projeto deverá passar novamente por análise da Comissão de Justiça (CCLJ), que já havia aprovado um substitutivo reunindo os projetos de lei de números 394/2019 e 439/2019 apresentados, respectivamente, pelos deputados Gustavo Gouveia (DEM) e Delegado Erick Lessa (PP).

Por Patriota Júnior – 20/11/2019

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