
O mercado de trabalho apresentou
aumento dos postos de trabalho, para 93,6 milhões, e redução da taxa de
desemprego, para 11,8%, no trimestre encerrado em agosto deste ano. No entanto,
essa melhora dos indicadores tem sido puxada pelo aumento da informalidade no
país.
De acordo com dados
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C), divulgada
hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os
trabalhadores na informalidade atingiram o recorde de 41,4% do total da população
ocupada no país. Esse é o maior nível desde que o indicador passou a ser medido
em 2016.
Dos 684 mil novos postos de trabalho criados no trimestre findo em agosto deste ano, 87,1% foram postos informais, ou seja, trabalhos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria (sem CNPJ) e aqueles sem remuneração (ou seja, que ajudam em negócios da família sem receber salário).
Segundo os dados do IBGE, os trabalhadores sem carteira assinada totalizaram 11,8 milhões de pessoas em agosto e aqueles que trabalham por conta própria somaram 24,3 milhões de trabalhadores. Esses são os maiores contingentes dos dois indicadores desde o início da série histórica da Pnad-C, iniciada em 2012.
Por Patriota Júnior – 27/09/2019







