
Durante os 11 dias da greve dos caminhoneiros, cerca de 1,14 milhão de botijões de gás deixaram de ser produzidos em Pernambuco. Para repor esse saldo, as empresas passaram a aumentar a produção diária, acrescentando 31 mil aos 104 mil que já eram produzidos diariamente. Com isso, seriam necessários 37 dias para normalizar a distribuição, prazo que será encerrado em 7 de julho.
Em Caruaru, a instabilidade da demanda fez com que o item começasse a ser vendido por valores mais altos, como explicou o distribuidor de gás Iran Medeiros, em entrevista à Rádio Cultura. Até o momento, o preço do produto não foi normalizado.
“A média que está custando em Caruaru fica entre R$ 70 e R$ 80, mas não era para ser essa. O gás de cozinha devia ser repassado por cliente a R$ 65, mas, por conta desse desabastecimento e da valorização do gás, a gente há de entender que o valor está maior”, explicou.
Diante do aumento nos valores, o Procon de Pernambuco notificou a Petrobras, pedindo rapidez no atendimento às revendedoras de gás de cozinha. Em nota, a petroleira explicou que tem disponibilidade de estoque equivalente a 40 dias em navios no Porto de Suape e que a entrega tem sido feita durante 24 horas.
Além disso, a estatal informou que a demanda está superior ao habitual no mês de junho, mas que a distribuição está normal no país.







