
As instituições de ensino superior de Pernambuco serão afetadas pelos cortes orçamentários anunciados pelo Ministério da Educação (MEC). A medida atinge as universidades Federal (UFPE) e Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Vale do São Francisco (Univasf), que tiveram redução de 30% nos valores previstos para o ano.
De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, os valores serão remanejados para a educação básica. “A gente não vai cortar recurso por cortar. A ideia é investir na educação básica. Ouso dizer até que um número considerável não sabe sequer a tabuada. Sete vezes oito? Não vai sabe responder. Então pretendemos investir na base. Não adianta ter um excelente telhado na casa se as paredes estão podres. É o que acontece atualmente”, defendeu.
Nesta quinta-feira (2), a UFPE, que é considerada a principal universidade do estado, teve R$ 55,8 milhões bloqueados pelo governo federal. Segundo o pró-reitor de Planejamento da UFPE, Thiago Galvão, os valores são referentes ao orçamento de manutenção da instituição.
“Trata-se dos valores usados para pagamento de contas de energia, limpeza, segurança, além de manutenção de equipamentos. Já temos contratados R$ 89 milhões para este ano, isto é, de estimativa de gasto. O bloqueio representa mais da metade do que temos de previsão”, relatou.
Além disso, a instituição sofreu um bloqueio de R$ 5,8 milhões do orçamento de investimento, verba destinada à aquisição de novos equipamentos e à construção de novos prédios. “Se um equipamento quebrar e não tivermos verba, podemos perder anos de pesquisa, prejudicar estudos de mestrado e doutorado”, explicou o pró-reitor.
De acordo com Galvão, na comparação com 2013, o orçamento da instituição sofreu uma redução de 90%. “Estamos trabalhando com 10% do valor para investimentos que tínhamos há seis anos. Desse valor já bastante reduzido, sofremos um corte de 55% hoje”, apontou.
Em relação aos bloqueios orçamentários, a Universidade Federal Rural de Pernambuco informou que recebeu, em abril, o comunicado de um corte de 20% nos repasses para despesas de custeio e investimento, o equivalente a cerca de R$ 11 milhões.
Por meio de nota, a instituição relatou que a medida afeta diretamente áreas como segurança, limpeza, pagamento de água e energia elétrica, entre outros serviços essenciais. Segundo o texto, a redução deve atingir, eventualmente, ações de ensino, pesquisa e extensão.
Outra instituição que se posicionou sobre os cortes foi a Univasf. De acordo com a reitoria da universidade, o bloqueio de 30% do orçamento é equivalente a mais de R$ 11 milhões, que seriam investidos em ações de fomento à graduação e pós graduação, capacitação de servidores e programas de reestruturação.
Por Stephanie D’ávila – 03/05/2019







