
Os pais de crianças com microcefalia e outros tipos de doenças raras poderão passar a ter prioridade na matrícula dos dependentes nas escolas de tempo integral de Pernambuco. A medida está prevista em um Projeto de Lei que foi aprovado, nesta semana, pela Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A matéria já havia sido aprovada nos colegiados de Constituição e Justiça e de Defesa dos Direitos da Mulher e limita a prioridade a escolas que não exijam a realização de prova de ingresso.
Em entrevista à Rádio Cultura, o autor do projeto, deputado William Brígido, comentou sobre a propositura. “A nossa grande preocupação é pensando nas mães e nos pais, que ficam prisioneiros. Um pai e uma mãe que têm um filho com microcefalia ou uma doença como acromegalia já vivem uma vida financeira limitada e não podem trabalhar, não têm o direito de colocar a criança na escola porque a escola não se preparou para isso. Esses pais devem, pelo menos, ter a prioridade de matricular seus filhos em escolas de tempo integral para que tenham a possibilidade de trabalhar e de cuidar dos demais filhos”, justificou.
O texto segue agora para a Comissão de Educação e, caso seja aprovado, será encaminhado para a votação no plenário.
Por Stephanie D’ávila – 26/04/2019







