
CONCEITUANDO
Sabemos que a ciência é o conhecimento atento e aprofundado de algo e a “tecnologia é um produto da ciência e da engenharia, que envolve um conjunto de instrumentos, métodos e técnicas que visam à resolução de problemas. A tecnologia também é uma aplicação prática do conhecimento científico em diversas áreas de pesquisa”, no entanto os efeitos da ciência, apesar de necessários, se tornam tão óbvio que às vezes “perde” sua importância, essa importância só é observada quando seus efeitos deixam de acontecer.
A velocidade do motor da ciência e da tecnologia é bem maior que a velocidade do motor do desenvolvimento social, e isso não ocorrem por acaso, a tecnologia avança em um movimento retilíneo uniforme, sem paradas constantes, seguindo uma sequência lógica de tempo e espaço, no entanto o comportamento social é subjetivo e resulta da história social de cada indivíduo e de cada povo. Em regra, os povos tiveram sua estrutura organizacional moldada pela subjetividade, ou seja, com interferências das religiões, mitologias, crenças e superstições, etc, enquanto que a resposta da ciência sobre algo não penetra rapidamente no conceito emocional da população, exemplo disso, em geral, está na falta de credibilidade da população na quarentena como “remédio” social para evitar o contágio pela COVID-19, a sua resposta social se dá por imposição do Estado.
EFEITOS
A história da humanidade foi e será sempre marcada, não apenas pelos grandes impérios, grandes guerras e o avanço material e tecnológico do homem no tempo, mas também pelas grandes doenças que afetaram os mais diversos povos. As epidemias e pandemias que aconteceram e foram registradas ao longo da história causaram momentos de grande tensão e foram catalisadores de transformações em alguns casos. A fé é um fator importante para o condicionamento emocional do indivíduo ou de uma população, no entanto se faz necessário racionalizá-la, afinal a fé por si só não imuniza contra quaisquer tipos de epidemias. Conforme a literatura cristã, “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem” – Hebreus 11:1. No entanto a ciência se estabelece com evidências e resultados positivos de fatos que se veem, e se fundamentaliza em coisas reais que se esperam.
ESPERANÇA
O desenvolvimento científico é garantido pela Constituição de 1988, nos artigos 218 e 219. O desenvolvimento de qualquer país está diretamente relacionado à aplicação de capital nesse setor. Inovação, pesquisa, capacitação científica, no fim, é um bem público. No entanto, na prática, a ciência parece supérflua, até quando, em momentos frágeis da humanidade, ela transforma-se na principal base de sustentação para busca de solução. Por essa razão, nos leva a entender que a fé em “Deus” deverá ser ampliada a ciência, porque a dicotomia entre esses dois pontos, nos levará a ignorância social, provocando conflitos, tragédias e mortes.
(Referências- Brasil Escola – Estado Minas – Educação).
Por Carlos Silva – Cientista social e analista político







