
A greve dos servidores da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) já tem quase 100% de adesão. A paralisação, que teve início nesta semana, não tem previsão de encerramento. Em entrevista à Rádio Cultura, o presidente do sindicato da categoria, Lucíolo Galindo, afirmou que as reinvidicações são relativas às questões de reajuste salarial e de reposição do efetivo.
“Nós passamos quatro anos sem nenhum reajuste e nenhum tipo de reunião que pudesse resolver a questão de perda de salário. E, também, não há atendimento das condições de trabalho da unidade. Nós temos presenciado o esvaziamento da instituição: os fiscais que passam nos concursos vão embora, fora os que já vão se aposentando e não têm reposição”, relatou.
De acordo com o sindicalista, os profissionais vinham tentando estabelecer um acordo com o governo estadual há dois anos. Neste período, um projeto de lei que propunha um reajuste salarial, a realização de um concurso público e a implantação de melhorias nas condições de trabalho.
“O Governo chegou a elaborar o projeto, chegou a encaminhar à Casa Civil para que, de lá, fosse remetido à Assembleia [Legislativa] para avaliação e votação, e o projeto não saiu da gaveta. Nós passamos dois meses esperando pelo projeto e ele não saiu, investigamos e descobrimos que o projeto estava engavetado”, denunciou.
Segundo Galindo, a paralisação pode gerar problemas para os consumidores, que passarão a comprar produtos sem a fiscalização da agência. “A população vai ter prejuízos indiretos porque os produtos perdem a garantia, a seguridade. A indústria de laticínios é um exemplo muito bom. As indústrias são fiscalizadas por nós permanentemente. Então, isso tudo pode gerar uma produção de queijos contaminados, nós não sabemos. Pode haver um problema nesse sentido”, explicou.
A Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara), responsável pela entidade, afirmou que irá se reunir com representantes de diversos órgãos para discutir e atender da melhor maneira possível às demandas da categoria.







