TRF nega prorrogação de prisão dos investigados na Operação Torrentes


Com a decisão, 13 dos 15 presos serão soltos nesta terça-feira (14). (Imagem: Divulgação)

O Tribunal Federal da 5ª Região negou o pedido de prorrogação da prisão temporária dos presos investigados na Operação Torrentes, de autoria do Ministério Público e da Polícia Federal. A ação visa desarticular um esquema de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco.

Com a decisão, 13 dos 15 presos serão soltos nesta terça-feira (14). Entre os liberados estão os empresários Antonio Manoel de Andrade Júnior, Antonio Trajano da Rocha Neto, Heverton Soares da Silva, Ítalo Henrique Silva Jaques, João Henrique dos Santos, Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha, Ricardo Henrique Reis dos Santos, Ricardo José de Padilha Carício, Roseane Santos de Andrade e Taciana Santos Costa. A informação foi confirmada pela Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres).

A Polícia Militar ainda não confirmou a soltura dos coronéis Fábio de Alcântara Rosendo e Roberto Gomes de Melo Filho. A decisão é válida, ainda, para o Tenente-coronel da PM Laurinaldo Félix Nascimento, que estava em prisão domiciliar, sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Ainda não há informação sobre o empresário Daniel Pereira da Costa Lucas.

Entenda a operação

A investigação teve início em 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar durante a Operação Reconstrução, quanto a União realizou um repasse de R$ 450 milhões para assistência às vítimas das enchentes que aconteceram em junho de 2010.

De acordo com o relatório, foi identificado que funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Além disso, foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos.

Outro ponto investigado pela operação são os indícios de superfaturamento em contratos firmados na Operação Prontidão, firmada após as enchentes de maio deste ano. De acordo com a Polícia Federal, os prejuízos aos cofres públicos ainda estão sendo contabilizados, já que a Casa Militar ànão havia encaminhado os comprovantes de despesas.