
Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para afirmar que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, “estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia”. Por meio de uma publicação no Twitter, o chefe do Executivo afirmou que o objetivo é focar em áreas que “gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina”.
As declarações foram repudiadas pela Universidade de Pernambuco (UPE), que divulgou uma nota, assinada pelo Conselho Universitário, em que manifesta “recusa e indignação” aos posicionamentos defendidos pelo presidente.
“Este discurso revela uma ignorância sobre a relevância, os custos, o público e ainda sobre a natureza de uma Universidade. Esta é uma posição inadmissível aos que ocupam funções públicas influentes para o futuro do nosso país”, aponta o texto.

Após a repercussão das declarações feitas pelo presidente, o MEC também divulgou uma nota. No texto, o Ministério aponta que “os recursos destinados a quaisquer áreas do conhecimento serão estudados de forma a priorizar aquelas que, no momento, melhor atendem às demandas da população”.
“Nesse sentido, não há que se falar em perdas ou ganhos, trata-se, apenas, de readequação à realidade do país”, indica a pasta.
Por Stephanie D’ávila – 29/04/2019







