Pernambuco pode ter redução de 51% das zonas eleitorais

Em Pernambuco, 78 zonas eleitorais podem ser extintas. De acordo com juízes e promotores, isso representaria cerca de 51% do total de zonas do estado. A informação foi apresentada pela Associação dos Magistrados (Amepe) e a Associação do Ministério Público                               Pernambuco (Amppe), que criticam a realização do que consideram um “desmonte da Justiça Eleitoral”, por meio de rezoneamento imposto pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

De acordo com as Portarias 207 e 372, assinadas neste ano, o objetivo da extinção de parte das zonas eleitorais é a economia de gastos. Para o presidente da Associação dos Magistrados, Emanuel Bonfim, no entanto, a medida deve comprometer a fiscalização e o combate ao crime eleitoral. Bonfim e o presidente da Amppe, Roberto Brayner, criticam o modo que a medida foi estabelecida, sem discussão com magistrados e promotores.

Com a determinação, as autoridades eleitorais acabarão acumulando a fiscalização de diferentes municípios no interior e de distritos na capital. Segundo as associações, isso diminuirá a capacidade de identificar e punir irregularidades nas campanhas, além de práticas como aliciamento de eleitores e financiamentos em desacordo com a lei.

“Somos contrários também em razão dos critérios populacionais sem levar em consideração peculiaridades regionais, principalmente no centro Oeste, Norte e Nordeste”, aponta Bonfim.

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