
Considerada a doença genética mais frequente no mundo, o diagnóstico e tratamento disponíveis no SUS, possibilitam a qualidade de vida e longevidade para o portador. Em Pernambuco, mais de 2 mil pessoas têm diagnóstico da enfermidade.
“Com o diagnóstico precoce, evitamos mortes provocadas pela doença e garantimos o acesso da criança ao tratamento logo nos primeiros meses de vida. Por meio do tratamento e acompanhamento, ela poderá ter uma vida normal e saudável”, afirma a coordenadora de Atenção à Saúde da População Negra da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Miranete Arruda.
De acordo com a coordenadora, a doença falciforme acomete entre 0,03% e 0,05% da população, e, em Pernambuco, isso representa 1 para cada 1.400 pessoas nascidas vivas. “Quando há o diagnóstico em alguma criança, já que a doença é hereditária, é preciso saber se os pais e irmãos possuem a enfermidade”, ressalta Miranete. Para as gestantes, é recomendada a realização do exame da eletroforese da hemoglobina. Caso seja confirmada a doença, a mulher deve ser acompanhada no pré-natal de alto risco.
Diagnóstico e tratamento
O Hemope, no Recife é a unidade de referência para doença falciforme. No serviço, o paciente realiza os exames especializados e é acompanhado por uma equipe multiprofissional. De acordo com a condição do indivíduo, é estabelecida a periodicidade das consultas para acompanhamento, que, no caso de um paciente saudável e estabilizado, pode ser trimestral ou semestral.
Por Lívia Guedes – 20/06/2019







