PF deflagra operação para coibir fraudes em aposentadorias

As fraudes possibilitaram que pessoas sem tempo de contribuição suficiente recebessem a aposentadoria.
As fraudes possibilitaram que pessoas sem tempo de contribuição suficiente recebessem a aposentadoria. (Imagem: Vagner Rosário/VEJA.com)

A Polícia Federal (PF) realizou nesta segunda-feira (23) uma operação para colher provas da participação de advogados, contadores e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na prática de fraudes contra o sistema previdenciário. As fraudes possibilitaram que pessoas que não tinham tempo de contribuição suficiente recebessem a aposentadoria sem ter direito, depois de informarem vínculos de trabalho inexistentes.

De acordo com a PF, o prejuízo real causado pelas fraudes é da ordem de 55 milhões de reais, sendo que a estimativa de economia com a desarticulação do esquema criminoso, caso as fraudes não tivessem sido descobertas e as aposentadorias continuassem sendo pagas, é de 347 milhões de reais.

Depois de averiguar centenas de benefícios concedidos, a polícia constatou que todos os requerimentos de benefícios que tinham indício de fraude estavam concentrados em um grupo de seis servidores, que aprovavam as aposentadorias sem observar os requisitos previstos na legislação, como o período de carência e conferência dos documentos.

A Polícia Federal ressaltou que todos os benefícios suspeitos serão revisados pelo INSS e poderão ter seus pagamentos suspensos. Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, cujas penas variam de 2 a 12 anos de reclusão.

Por Patriota Júnior – 23/09/2019

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