“O Governo mentiu para os Policiais Civis de Pernambuco”, diz o presidente do Sinpol sobre paralisação da categoria

Em entrevista ao programa “Comando Geral da Notícia”, Áureo Cisneiros explicou nesta sexta-feira (13) o motivo da suspensão das atividades por um período de 24h.
Em entrevista ao programa “Comando Geral da Notícia”, Áureo Cisneiros explicou nesta sexta-feira (13) o motivo da suspensão das atividades por um período de 24h. (Foto: Sinpol-PE)

Após o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) anunciar uma paralisação da categoria por um período de 24h para esta sexta-feira (13), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) considerou ilegal o ato programado pela associação. O não cumprimento da decisão judicial acarretará em multa de R$ 50 mil por dia.

Em entrevista ao programa “Comando Geral da Notícia”, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, falou sobre a decisão do TJPE:

“Nós recebemos a notificação de madrugada. O Oficial de Justiça veio em uma viatura descaracterizada, acredito inclusive que ele estava fazendo campana pra ver se me encontrava. É importante salientar que este movimento não se trata de uma greve, e sim de uma paralisação de 24h que se deve a um descumprimento de acordo por parte do Governo do Estado.” destacou Cisneiros.

Perguntado sobre o motivo da paralisação, ele afirmou que o Governo do estado não cumpriu o que havia prometido:

“Foi um acordo pré-carnaval, o Governo disse que iria apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial e melhoria das condições de trabalho para os Policiais Civis no último dia 11. Não apresentaram nada, garantiram publicamente isso, o Governo mentiu para os Policiais Civis do estado de Pernambuco. Não tivemos outra saída a não ser iniciar a paralisação.” disse o representante da categoria.

Indagado se a paralisação irá continuar ou não, Áureo disse que será decidido na tarde desta sexta-feira (13).  

“Eu não posso acabar a paralisação de forma unilateral, tenho que levar esta notificação hoje para assembleia, que será realizada nesta sexta-feira (13), às 15h, para deliberar sobre essa decisão.” explanou o mesmo.

Em seguida, no programa “Nova Manhã”, o secretário da Secretaria de Defesa Social, Antônio de Pádua, deu sua versão sobre o movimento e disse que não irá permitir que uma ilegitimidade venha trazer risco ao povo pernambucano:

“O Governo do Estado sempre esteve aberto ao diálogo. Infelizmente ainda existem algumas lideranças que insistem no movimento grevista, mesmo sabendo que o STF (Supremo Tribunal Federal) já declarou que é ilegal a paralisação dos policiais. Nós não vamos permitir que uma ilegalidade possa trazer intranquilidade ou insegurança para a nossa população, mas nós confiamos que nossos policiais com muito comprometimento irão dar continuidade ao trabalho sério que vem desenvolvendo.” disse o secretário.

Por Fagner Andrade – 13.03.2020

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