
O aumento de 17,08% no preço do gás natural não será adotado em Pernambuco. O reajuste foi repassado à Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) pela Petrobras. Em reunião com o presidente da Federação de Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, o governador Paulo Câmara afirmou não concordar com o encarecimento do valor do produto.
Segundo o gestor, o ajuste não levou em consideração o impacto sobre a economia nacional. “Estamos, principalmente, pensando nos milhares de empregos criados pelas indústrias instaladas em Pernambuco, que teriam a competitividade reduzida caso esses reajustes fossem repassados aos consumidores”, afirmou.
De acordo com o governo estadual, mais de 90% do gás natural distribuído pela Copergás é destinado ao setor industrial pernambucano. Para Essinger, a decisão de não repassar o reajuste oferece um alívio para o setor. “A gente precisa dar condições para que a indústria continue gerando emprego, porque a grande massa de emprego gerado é pela média e pequena indústria, então precisamos apoiá-las dessa forma para que elas voltem a se desenvolver”, defendeu.







