Cidades do Agreste e da Zona da Mata registram casos de febre Oropouche

O estado chegou a marca de 118 casos notificados da doença

(Foto: Conselho Federal de Farmácia/Reprodução)

Novas cidades do estado de Pernambuco registraram casos da Febre Oropouche,   doença causada por um arbovírus transmitido pelo mosquito maruim. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SES/PE), 29 notificações foram registradas na última semana. Entre os municípios recém afetados estão  Itaquitinga, Macaparana, Sirinhaém, Bonito e Garanhuns. A situação atual de Pernambuco é de 118 casos confirmados de Oropouche. 

Apesar de ser um arbovírus endêmico em algumas áreas da América Latina, especialmente próximo a Amazônia, em todas as regiões do país há notificações. O boletim divulgado pela Secretaria diz que a pasta tem discutido os casos com pesquisadores e especialistas no assunto e alerta a população sobre a necessidade de manter esses cuidados em dia. “A população, agora, está diante de um novo desafio: aderir a estratégias de prevenção contra o mosquito”, consta o boletim. Até o momento, o arbovírus também foi identificado em pacientes dos municípios de: Jaqueira, Pombos, Água Preta, Moreno, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende, Camaragibe, Ipojuca e Aliança.

Diante da inexistência de vacinas para evitar a doença, é necessário que os cuidados sejam redobrados, principalmente por gestantes, por ainda não se saber as reais consequências que os vírus podem causar em fetos. Os sintomas mais comuns que a infecção pode manifestar incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações e, em alguns casos, erupções cutâneas. Entre as principais recomendações para evitar o transmissor, estão a utilização de roupas que reduzam a área de pele exposta (camisas de manga longa e calça), aplicação de repelentes de insetos à base de icaridina nas áreas expostas da pele, evitar ou reduzir a exposição às picadas dos insetos. Outra orientação é a instalação de telas em portas e janelas, além de mosquiteiros em camas e redes de dormir que ajudam a impedir a entrada dos insetos. 

Por Adriane Delgado – estagiária sob supervisão

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