Ministério Público de Pernambuco verificou “tranquilidade” nas eleições e casos pontuais

As fiscalizações do Ministério Público Eleitoral (MPE) mobilizaram 160 promotores no Estado 

Foto: Paula Tabosa

Casos de boca de urna, transporte irregular de eleitores e distribuição de alimentos marcaram o primeiro turno das Eleições Gerais 2026 em Pernambuco, neste domingo (4). As ocorrências foram identificadas durante a fiscalização do Ministério Público Eleitoral (MPE), que mobilizou mais de 160 promotores no Estado. Apesar disso, o MPE afirma que “o eleitor pernambucano votou com tranquilidade”, segundo nota oficial. Em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, um vereador foi detido em flagrante após uma equipe do MPE encontrar um grupo de pessoas com roupas padronizadas preparando kits com comida e bebidas. O homem afirmou que os kits seriam entregues a militantes que estavam próximos aos dois principais colégios eleitorais do município. A distribuição de comida e bebida a eleitores é proibida pela legislação eleitoral.  

Em Vitória de Santo Antão, dez pessoas foram levadas à Delegacia depois de serem encontradas a aproximadamente 20 metros de uma seção eleitoral anunciando o número de um candidato. O grupo usava roupas padronizadas. A ocorrência resultou na elaboração de termos circunstanciados. Em Goiana, uma pessoa acabou detida por suspeita de boca de urna e foi encaminhada à Delegacia. Durante a fiscalização, o MPE também recolheu bandeiras consideradas propaganda irregular que estavam próximas a locais de votação. O material foi encaminhado à Justiça Eleitoral. 

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