
A Executiva Nacional do MDB aprovou, por 17 votos a 6, a dissolução do diretório pernambucano do partido. A decisão foi tomada em uma reunião realizada em Brasília, nesta terça-feira (20). No Estado, a legenda é presidida pelo vice-governador, Raul Henry, que afirmou considerar o processo ilegal.
“Não há nenhum fundamento para pedir a dissolução do PMDB de Pernambuco, então é um processo absolutamente eivado de ilegalidades. Nós vamos proteger o nosso direito, a nossa integridade. Vamos buscar o STF e o plenário do TSE também”, apontou.
O presidente nacional do partido, senador Romero Jucá, negou a existência de irregularidades no trâmite da votação e afirmou que a votação expressa o desejo do partido de lançar candidatura própria ao governo de Pernambuco.
“Na verdade não teve irregularidade, é choro de quem perdeu. Nós seguimos o regimento, tivemos uma ampla votação, 17 a 6. Portanto, é uma votação que demonstrou a decisão do partido. Fundamentalmente, a posição do Raul Henry era apoiar o governador Paulo Câmara, uma candidatura do PSB, e a posição do diretório nacional é ter uma candidatura própria, do senador Fernando Bezerra. Nós optamos pela candidatura própria”, defendeu.
Com a determinação, o comando do diretório estadual será assumido por uma Comissão Provisória, presidida pelo senador Fernando Bezerra Coelho. De acordo com o parlamentar, o objetivo é que a legenda se integre à frente Pernambuco Quer Mudar.
“Vamos procurar os apoios dentro da frente política Pernambuco Quer Mudar, que é uma frente muito mais ampla. Hoje, já se somam oito partidos e nós temos, portanto, uma definição de que até o dia 20 [de abril] essa frente vai se pronunciar sobre os candidatos ao Governo, ao Senado e a vice-governador”, explicou.
A Comissão ficará no comando do partido por 90 dias, com possibilidade de prorrogação.







