
Na próxima quinta-feira (1º), os auxiliares e técnicos de enfermagem da rede municipal de saúde de Caruaru irão paralisar as atividades por 24 horas. Nesta data, apenas 30% dos profissionais estarão trabalhando. De acordo com a categoria, a Prefeitura de Caruaru não fornece condições mínimas de segurança para os trabalhadores durante a pandemia da Covid-19.
Em entrevista ao programa Nova Manhã da Rádio Cultura do Nordeste, nesta terça-feira (30), o representante do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe) no Conselho de Saúde de Caruaru, Carlos Roberto, falou sobre a paralisação.
De acordo com o representante, o objetivo é chamar atenção dos gestores e conscientizar a população sobre o que os auxiliares e técnicos estão passando durante a pandemia: “Depois de um ano de pandemia, muito cansaço e situações que desgastam o trabalhador, tanto física quanto mentalmente, em vez da gente receber alguma coisa de incentivo da gestão, o que a gente teve foi o aumento da carga horária. A partir de abril vamos ter a carga horária de 30 para 40 horas”, disse.
Carlos Roberto afirmou que a Prefeitura de Caruaru não cumpriu o acordo estabelecido em 2016, que determinava que a carga horária deveria ser de 30 horas para concursados e contratados: “Também há uma insalubridade de grau máximo porque a gente vive um período onde estamos de frente com os doentes de Covid, passando por situações, com medo de contaminar nossos parentes. Isso é o que a gente recebe”, pontuou.
Durante a entrevista, Carlos Roberto também declarou que a categoria não tem abertura com a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra. Segundo o representante, ela não responde os ofícios.
Por Sarah Rêgo – 30/03/2021







