Em Pernambuco, 51% dos casos registrados estão na região interiorana

Em novembro, Caruaru registrou 212 casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, o segundo maior número do interior de Pernambuco. As informações, disponíveis no site da Secretaria de Defesa Social (SDS), indicam que, de janeiro a novembro deste ano, o município somou 2.483 casos desse tipo de violência, o que resulta em uma média de 7 mulheres vítimas de violência por dia. Petrolina, com 2.532 registros no total e 249 casos em novembro, lidera os índices de violência no interior.
Esses dados refletem apenas as ocorrências denunciadas, sem contar os casos invisíveis por falta de registro. Segundo a SDS, Pernambuco já contabilizou 49.323 casos de violência, sendo que mais da metade (51,2%) ocorreu no interior, totalizando 25.229 casos. A região metropolitana registrou 15.102 ocorrências, correspondendo a 30,6% do total, e a capital, 8.992 casos, ou 18,2%.
Os crimes que são classificados nessa categoria são diversos:
– Ameaça por violência doméstica/familiar;
– Calúnia por violência doméstica/familiar;
– Constrangimento ilegal por violência doméstica/familiar;
– Dano por violência doméstica/familiar;
– Difamação por violência doméstica/familiar;
– Estupro de vulnerável por violência doméstica/familiar;
– Estupro por violência doméstica/familiar;
– Homicídio por violência doméstica/familiar;
– Injúria por violência doméstica/familiar;
– Lesão corporal por violência doméstica/familiar;
– Maus tratos por violência doméstica/familiar;
– Perturbação do sossego por violência doméstica/familiar;
– Vias de fato por violência doméstica/familiar e outros crimes por violência doméstica/familiar.
Em casos de violência contra a mulher, ligue para a Central de Atendimento à Mulher, no número 180. Este canal, criado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, oferece escuta e acolhimento qualificado às mulheres em situação de violência. A denúncia pode ser feita de forma anônima e está disponível 24 horas, todos os dias, com ligação gratuita.
Por Adriane Delgado – estagiária sob supervisão







