
A jornalista Margot Queiroz Dourado, que atuava como superintendente de comunicação social na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi exonerada, durante seu período de licença maternidade. O documento de destituição foi assinado pelo atual presidente da Casa, deputado Cleiton Collins (PP), e publicado no Diário Oficial do Estado.
O Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo do Estado de Pernambuco (Sindilegis-PE) emitiu uma nota criticando a situação, atribuindo à exoneração ao “machismo institucional”. Além disso, o texto reforça que a licença maternidade com duração de seis meses é uma garantia constitucional do servidor estadual de Pernambuco.
Por meio de nota, Collins afirmou que a jornalista já não estava no comando do setor há algum tempo, devido à licença, e declarou ter notado a necessidade de contar com um profissional que tivesse disponibilidade para ajudá-lo a gerir o setor de Comunicação da Casa, após a morte do ex-presidente, o deputado Guilherme Uchoa.
Segundo o parlamentar, o Procurador da Alepe, Hélio Lucio Dantas, emitiu um parecer favorável à exoneração, sob a condição de que a jornalista fosse indenizada. No texto, o deputado afirma reconhecer a competência da servidora e indica que ela deve retornar aos quadros da Casa após o período de licença.
O cargo de superintendente foi assumido pelo jornalista Mardoqueu Júlio da Silva.







