
Dois caruaruenses são cogitados como companheiros de chapa para a vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), que deve disputar o cargo de governadora de Pernambuco nas eleições de 2018. Em entrevista à Rádio Cultura, a petista afirmou que, apesar de acreditar que é muito cedo para pensar nisso, já tem observado algumas lideranças que admira.
“Tem o ex-prefeito Zé Queiroz (PDT), de Caruaru, que a gente tem uma grande admiração por ele. As suas gestões como um todo em Caruaru foram excelentes e ele também milita nosso campo político. O deputado Wolney Queiroz (PDT) é um dos deputados mais influentes do Brasil e tem orgulhado Pernambuco, diferentemente de tantos outros colegas dele e conterrâneos nossos que estão lá e que, infelizmente, votam contra o povo em toda oportunidade que aparece”, analisou.
Outra opção cogitada por Arraes é a manutenção da aliança com o PMDB. “Tem o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio (PMDB), que fez uma excelente gestão na cidade e que também é do campo progressista, contra o impeachment, militante das causas sociais”, apontou.
A vereadora destacou que muitas conversas ainda devem acontecer até que uma decisão seja tomada e ressaltou que o processo será conduzido pelo presidente estadual do PT em Pernambuco, Bruno Ribeiro.
Aliança PT e PSB
Desde que o ex-presidente Lula (PT), em passagem por Pernambuco, realizou uma visita ao governador Paulo Câmara (PSB) e à ex-primeira-dama do Estado, Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), muitos cogitaram a existência de uma aliança entre os partidos. Na ocasião, Câmara garantiu que a visita era apenas uma cortesia e que não representava uma ligação entre as legendas.
Questionada em relação ao tema, Marília afirmou que “o PSB está querendo surfar em cima da popularidade do presidente Lula”. Além disso, ela descartou a possibilidade de qualquer tipo de aliança.
“Eu não considero que aja bem uma reaproximação, o que a gente vê é que o PSB está com um governo totalmente desgastado, um governador que é muito rejeitado no estado inteiro, todas as regiões que a gente passa, o que a gente sente é uma rejeição enorme ao governo e à inexpressividade da liderança que o governador representa”, declarou.
Confira a entrevista na íntegra:







