Ministério Público de Pernambuco investiga retenção de macas em unidades de saúde

O SAMU instalou sistemas de rastreamento para evitar a retenção. (Imagem: Reprodução)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar a retenção e o desvio de macas em unidades de saúde do estado. Devido à superlotação nas emergências, as macas que chegam com pacientes acabam sendo retidas nos hospitais.

Visando evitar os desvios, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) instalou nove itens de identificação nos equipamentos, inclusive um sistema de rastreamento. Além disso, todos os dias um caminhão chamado de “papa-macas” realiza rondas para resgatar os instrumentos.

De acordo com o MPPE, cerca de 20 macas do Serviço são retidas diariamente. O caso é enfrentado também pelo Corpo de Bombeiros. Segundo um levantamento, das 120 macas da corporação, apenas 11 estão armazenadas, enquanto as outras continuam retidas em hospitais.

“O grande problema é que, com as macas retidas, as ambulâncias não podem rodar e consequentemente vai haver uma desassistência à população desse importante serviço”, aponta o presidente do Cremepe, André Dubeux.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que determina a todas as unidades de saúde da rede estadual que as macas sejam liberadas no menor período de tempo possível.

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