
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou com duas ações civis públicas contra a Prefeitura de Caruaru para investigar uma suposta prática de nepotismo. Instaurado pelo promotor de Justiça Marcus Alexandre Tieppo, o inquérito deve apurar uma denúncia recebida pelo órgão relacionada à “contratação irregular de veículos, tratores e mão de obra, através de uma empresa que agia em benefício de particulares”.
“Segundo denúncia, os preços seriam muito altos e visavam atender familiares do marido da prefeita, entre demais irregularidades que acabam se tornando objeto de procedimento investigatório distinto”, apontou o órgão. A gestão municipal teria realizado contratos de locação de 14 veículos tipo pipa e caçamba.
Em uma das ações, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1,17 milhão, pela contratação de uma construtora. Na outra, o prejuízo estimado foi de R$ 712.071,36. De acordo com o MPPE, “o município pagou pelos serviços irregulares e que não foram efetivamente prestados”.
“Dentre outras irregularidades, o Ministério do Trabalho apurou que a empresa contratada pela Prefeitura sequer possuía funcionário nem tampouco veículo no momento da assinatura do contrato para prestar os serviços”, afirmou.
Por meio de nota, a Prefeitura informou que “não foi notificada para se manifestar sobre os citados processos judiciais, mas reafirma o compromisso de transparência e lisura nos processos e procedimentos realizados. Somente após a notificação é que irá se manifestar sobre o assunto”.
ERRATA – O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) publicou uma nota de esclarecimento, apontando que o nepotismo investigado não está relacionado à Prefeita Raquel Lyra. “Não procede a informação de que a empresa beneficiaria familiares do marido da prefeita. Na verdade, a construtora JMV, de propriedade da senhora Maria Ferreira de Lima, estava subcontratando outra empresa, de posse do companheiro dela, João Ferreira da Silva”, aponta.







