Pacientes com doença falciforme podem ter acesso a medicamentos pelo SUS

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a doença

(Foto: Internet/Reprodução)

O medicamento deferiprona para o tratamento da sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme será incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a decisão do Ministério da Saúde, pessoas que necessitam de tratamento para o acúmulo excessivo de ferro no organismo, independentemente da causa, terão acesso a todas as alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública. Essas informações foram publicadas no site do Ministério da Saúde ontem (3).

O excesso de ferro é comum em pessoas que convivem com a doença falciforme devido à necessidade de transfusões sanguíneas frequentes, realizadas para controlar crises de dor e outras complicações. Além disso, se não tratado, essa condição pode causar danos graves a órgãos vitais como coração, fígado e glândulas endócrinas. Até então, o uso do medicamento no SUS era restrito a pacientes com talassemia maior (tipo de anemia).

Segundo publicação do Ministério da Saúde, atualmente no Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a doença, que tem maior prevalência em pessoas negras, segundo o Boletim Epidemiológico da Saúde da População Negra. O tratamento inclui o controle de sintomas, prevenção de complicações e, em muitos casos, transfusões sanguíneas regulares.

Por Adriane Delgado – estagiária sob supervisão

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