Regiões Norte e Nordeste são as mais prejudicadas por mudanças no Mais Médicos

Mais de mil vagas do programa ainda estão disponíveis. (Imagem: Karina Zambrana/ASCOM)

Dois meses após Cuba romper o contrato com o programa Mais Médicos, o Ministério da Saúde ainda não conseguiu recompor o quadro de profissionais. Após a realização de duas seleções, 1.462 vagas ainda estão disponíveis.

De acordo com uma nota publicada no site do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), 85% das vagas ociosas estão nas regiões Norte e Nordeste. Em estados como o Amazonas, 95% dos postos nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) ainda não foram ocupados.

Em entrevista à Rádio Cultura, o médico Paulo Dantas, que representa a comissão estadual do programa, comentou sobre os dados de inscrições em Pernambuco até o início da semana.

“Até o dia 14 de janeiro, as vagas preenchidas correspondiam a 245. Das 182 vagas ainda em aberto, 43 foram validadas e estão aguardando homologações. Isso significa que, provavelmente, esses médicos estarão chegando logo logo nos municípios”, relatou.

De acordo com Paulo, a expectativa de preenchimento de vagas é positiva, mas há dúvidas em relação à expansão da cobertura essencial. “Quanto à substituição dos médicos cubanos, a tendência é de boas expectativas. Mas, quanto à expansão da cobertura essencial por equipes de saúde da família e de atenção básica, que, no nosso estado, necessitaria de mais de 600 novas equipes, a expectativa é ruim”, afirmou.

O governo federal espera preencher os postos disponíveis até o final do mês. Caso ainda sobrem vagas, serão chamados médicos estrangeiros formados no exterior, sem exigência da execução do Revalida, exame de revalidação dos diplomas.

Por Stephanie D’ávila – 17/01/2019   

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