Parlamentares criticam ordem de despejo de Assentamento em Caruaru

Reunião Plenária debateu decisão da justiça.
Reunião Plenária debateu decisão da justiça. (Imagem:Divulgação/Alepe)

A decisão judicial que determinou a reintegração de posse de uma área de 15 hectares do Assentamento Normandia, em Caruaru, foi abordada por parlamentares na Reunião Plenária desta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O espaço abriga, há 20 anos, o Centro de Capacitação Paulo Freire, coordenado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Os deputados João Paulo (PCdoB) e Jô Cavalcanti (PSOL), condenaram a reintegração de posse e avaliaram que se trata de perseguição política por parte do Governo Jair Bolsonaro. João Paulo ressaltou que o Centro de Formação Paulo Freire, construído há 20 anos no local, tem parcerias educacionais com a Prefeitura de Caruaru, o Governo do Estado, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade de Pernambuco (UPE), entre outras instituições. “Querem destruir o centro a partir da fake news de que ele formaria ‘guerrilheiros’. Nada mais absurdo e mistificador do que tentar colocar essa pecha de clandestinidade, pois a experiência do centro mostra o contrário”, ressaltou.

Já o deputado caruaruense José Queiroz (PDT), avaliou que ações desse tipo devem ser vistas com cautela por causa do histórico do Governo Bolsonaro. “Parece muito estranha a velocidade com que esse processo andou nesta gestão. Como temos um presidente que declara verdadeira fobia àquilo que entende como forças de esquerda, ficamos desconfiados”, ponderou.

Por Patriota Júnior – 11/09/2019

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