Promotor de Justiça fala sobre a atuação do MPPE no caso do vazamento de óleo

Em entrevista à Rádio Cultura, André Felipe Menezes afirmou que além da identificação do responsável é necessário tomar medidas ativas para conter o vazamento.
Em entrevista à Rádio Cultura, André Felipe Menezes afirmou que além da identificação do responsável é necessário tomar medidas ativas para conter o vazamento.(Imagem: Divulgação)

Na última semana, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), a limpeza das praias afetadas pelo óleo, especialmente a retirada das manchas de petróleo que já têm surgido na areia e no mar do litoral pernambucano. Em entrevista à Rádio Cultura, o Coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça  em Defesa do Meio Ambiente, o Promotor de Justiça André Felipe Menezes, falou sobre a atuação do MPPE em frente a situação. 

“Estamos analisando os desdobramentos dessa grave crise, que vem afetando a praia, o mar, as águas interiores e manguezais”, afirmou o promotor, que destacou como o vazamento é prejudicial para a economia, principalmente para a atividade pesqueira e o setor hoteleiro e gastronômico.

Além disso André Felipe Menezes defendeu que um dos fatores que agravou a situação foi a demora do Governo Federal em iniciar a contenção de danos: “União demorou a dar uma resposta mais eficaz. Esses danos ambientais se agravaram também por isso, pois se tivesse havido um trabalho mais rápido de identificação desse vazamento, os danos poderiam ter sido amenizados. Todo o governo do estado e as prefeituras seriam alertadas a tempo para tomar medidas de contenção. Então, eu acredito que nós não temos a dimensão real dos danos que nós vamos ter que administrar a curto, a médio e a longo prazo.” 

O promotor afirmou, ainda, que além da identificação do responsável é necessário tomar medidas ativas para conter o vazamento: “Esse é o objetivo do Ministério Público, tanto que estamos nos reunindo com todos os promotores do litoral para alinhar ações no sentido de verificar o que deve ser feito para que a sociedade pernambucana sofra o menos possível com esse vazamento”, concluiu. 

Por Sarah Rêgo – 28/10/2019

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