
Após o anúncio de que o líder comunitário do bairro Afonsinho, John Silva, seria o novo presidente da Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista (JS-PDT), em Caruaru, a até então presidenta no município, Joana Grego, disse ter recebido com surpresa a nomeação e afirmou que seu grupo sofre perseguição da direção Estadual da JS, a qual ela classificou como ilegítima.
“Recebemos o anúncio com certa surpresa, digo certa porque sabíamos que a JS Estadual estava em disputa e que o atual presidente não aceita nosso trabalho em Caruaru. Além disso, depois do presidente não autorizar a realização de um Congresso Municipal da JS na cidade convocado por nossa militância, tivemos nossa comissão destituída e um ofício nos foi enviado solicitando a descaracterização de nossas redes sociais. Enviamos então uma nota encaminhada à Direção Nacional da JS e assinada por 70 militantes de todo o estado denunciando tal perseguição e as manobras ilegítimas deste processo; ilegítimas porque entendemos que o atual presidente estadual da JS Pernambuco já não tem mais legitimidade à frente do cargo, visto que não tem mais idade para compor a Juventude do PDT desde o ano passado. Após o envio de nossa nota, a Direção Nacional da JS prontamente convocou uma comissão externa para avaliar a situação em Pernambuco. E desde então uma resolução ainda está sendo definida – como pode então um novo presidente em Caruaru ter sido nomeado? ”, questionou Joana.
Ainda de acordo com a pedetista, a atual gestão estadual não atende os preceitos democráticos da sigla e “rompe com as boas práticas políticas”. “Nem eu e nenhum de nossos 23 militantes foi consultado, nossas críticas a essa direção estadual da Juventude vão exatamente neste sentido. É uma gestão autoritária e que rompe com as boas práticas políticas. Enquanto a JS Caruaru se reúne semanalmente, a JS Pernambuco não se reúne desde junho do ano passado, não existe deliberação coletiva ou consulta aos militantes não só do nosso município, mas em todos os demais municípios onde organizamos JS”, ressaltou.
Sobre a quebra de braço existente no alto escalão do PDT entre José e Wolney Queiroz e o deputado federal Túlio Gadêlha, Joana disse haver uma crise no partido e comentou que a discordância existente se dá pelo fato de serem gerações distintas. “É fato que existe uma crise geracional no PDT. Existem duas gerações e duas concepções políticas de atuação diferentes. Os Queiroz dirigem o partido há mais de 25 anos e Túlio, quadro formado na Juventude Socialista, vem trazendo um nova linha política. Acredito que nós, militantes, devemos ter respeito pelo líderes do nosso partido. Essa disputa é natural, mas os ânimos precisam ser acalmados e militância precisa ser ouvida”, reforçou.
Por Patriota Júnior – 12/02/2020







