
O governador Paulo Câmara concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Cultura nesta sexta-feira (13). Na ocasião, o gestor fez um balanço de sua atuação à frente do Executivo Estadual, destacando índices de Educação e Segurança Pública, e debateu as relações políticas que têm estabelecido.
Um dos temas debatidos na entrevista foi o incentivo cultural direcionado ao São João de Caruaru. De acordo com o gestor, neste ano, o patrocínio foi menor que o repassado em anos anteriores. “Nós não tivemos condições de pagar o que nós pagávamos de patrocínio em anos anteriores. Pagamos e oferecemos R$ 800 mil e isso vai ser devidamente feito, de acordo com o plano de trabalho que a Prefeitura apresentou”, afirmou.
Mesmo assim, Câmara elogiou o Executivo Municipal por ter firmado parcerias privadas para a realização do evento e afirmou que o serviço público deve priorizar outras áreas. “A Prefeitura foi muito competente, também, no patrocínio privado. Isso é que é importante. Acho que uma festa como [a de] Caruaru deve ter cada vez mais parceiros privados e deixar o serviço público cuidando do que tem competência, como a segurança”, declarou.
O governador destacou, ainda, que conflitos políticos não devem afetar sua gestão. “Eu sou um governador que tenho o pé no chão, que sei administrar e fazer com que qualquer diferença, qualquer conflito político seja devidamente equacionado. Eu sei muito bem diferenciar essas questões e vou continuar a trabalhar dessa forma”, relatou.
Na ocasião, Paulo Câmara também afirmou não ter rancor de seus adversários. “Eu não tenho frustração política, não tenho mágoa, não tenho sentimento pequeno. Eu vou ser um governador que sempre vai olhar por todo o Pernambuco e, quando deixar de ser governador, eu vou ser também um ex-governador que saiba qual é o meu lugar, que não tenha rancor, que não tenha frustração. Frustração faz muito mal ao coração”, disse.
Questionado sobre o ex-governador João Lyra Neto, o gestor afirmou que um governador tem que ter serenidade, bom senso e equilíbrio. “Não podemos nos deixar levar por questões de frustração, de rancor. Isso não faz bem para Pernambuco. Eu vou continuar governando Pernambuco com esse espírito e, um, dia vou ser ex-governador também. Então, vou manter a mesma serenidade, minha consciência tranquila”, apontou.
Confira a entrevista na íntegra:







