
Nos meses de janeiro e fevereiro de 2019, 47 entrevistas para solicitações de transplantes de órgãos foram realizadas com famílias de Pernambuco. De acordo com o levantamento divulgado pela Central Estadual de Transplantes (CT-PE), as solicitações resultaram em 17 recusas, o equivalente a uma taxa de 36%.
Apesar de ser considerado alto, o número é menor que a taxa verificada ao longo de 2018, que atingiu à marca de 46%. Segundo a Central de Transplantes, o percentual considerado aceitável é em torno de 30%.
“Nossa cultura ainda não sabe lidar com a morte encefálica. A população não entende que a morte do cérebro é irreversível e significa a morte do paciente, independente do suporte tecnológico e terapêutico manter algumas funções vitais do corpo por mais algumas horas. Nossa missão é difundir informações para os pernambucanos”, defende a coordenadora da Central, Noemy Gomes.
Atualmente, 1.164 pacientes aguardam por um transplante no estado. A maior fila é por rim (898), seguida de córnea (117), fígado (110), medula óssea (16), coração (13) e rim/pâncreas (10).
Por Stephanie D’ávila – 04/04/2019







