Local passará por requalificação e poderá receber os feirantes após a conclusão

A Prefeitura de Caruaru informou, nesta segunda-feira (24), que consultou o Serviço Social do Comércio (Sesc) sobre a possibilidade de desapropriação do terreno onde funciona atualmente a Feira do Paraguai. Em resposta, a instituição informou que a medida não é viável, uma vez que comprometeria por completo o funcionamento da única unidade do Sesc no município. A avaliação judicial feita pela equipe da Prefeitura considerou que o imóvel não se encontra em situação que, por si só, caracterize uma hipótese legal de desapropriação por interesse social ou utilidade pública, pelo fato de o espaço ser utilizado para a prestação de serviços de relevante interesse social à população.
Segundo informações da assessoria de imprensa do Sesc Caruaru, a priori, a gestão municipal buscou a compra do terreno visando o mantimento da feira no mesmo local, porém, não foi possível, tendo em vista que o projeto da obra que será realizada no local já está pronto. Toda a requalificação e ampliação da instituição prevê investimento superior a R$26 milhões. De acordo com a Prefeitura de Caruaru, com a conclusão das obras, o espaço deverá beneficiar todo o entorno do Parque 18 de Maio e os próprios feirantes.
Entre as melhorias previstas está a implantação de um edifício-garagem, que ampliará a oferta de estacionamento para a região. O novo espaço também poderá receber diferentes modalidades de feiras, incluindo a própria Feira do Paraguai, ou seja, ainda é possível que finalizadas as obras, a Feira do Paraguai poderá voltar ao local de origem. A realocação dos feirantes para o setor Fundarc, local provisório que a Feira do Paraguai será instalada, acontecerá até o próximo dia 15 de outubro. Durante esse período de transição, até o final do ano, os feirantes não pagarão tarifa por feira (uso do chão). Eles estarão isentos da cobrança do local, tanto no atual como no novo espaço, até o final do ano. Ainda de acordo com a Prefeitura, a mudança também está alinhada a recomendações rotineiras do Ministério Público, relacionadas à necessidade de garantir melhores condições de segurança para comerciantes e consumidores que frequentam o local.







