Estudos apontaram risco elevado de colapso do manancial

A barragem do Cipó, localizada na zona rural de Caruaru, será descomissionada e descaracterizada após estudos técnicos apontarem risco elevado de colapso. O documento de averiguação técnica constata riscos associados à permanência da estrutura em sua condição atual, que embora não exerça função significativa de contenção ou amortecimento de cheias, trata-se de um grande volume de água represada, podendo, ao se romper, alcançar áreas urbanas e infraestruturas sensíveis. Quanto à qualidade da água represada, conforme informado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a barragem não fornece água para consumo humano por causa da poluição, não sendo, atualmente, permitido pesca e banho.
O engenheiro responsável pela avaliação, Kleber Lins, explicou que a estrutura apresenta danos que inviabilizam qualquer tentativa de recuperação. Segundo ele, o esvaziamento, que começou ontem (13), é por meio de sifonamento, com vazão estimada entre 4 e 8 metros cúbicos por minuto. Esse processo tem como objetivo remover sedimentos e baixar o nível da água. A Prefeitura informou que todo o processo será acompanhado por órgãos ambientais e de gestão hídrica, como a Agência Pernambucana de Águas e Clima e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco. A Defesa Civil de Caruaru também atuará no monitoramento durante o esvaziamento.
Após o recebimento do relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) pelo MPPE foi constatado, à época, que a referida Barragem apresentava risco de rompimento classificado como alto, uma ação civil pública foi ajuizada, em 2023, para que fosse determinado ao Município de Caruaru e à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) a realização imediata de intervenções corretivas emergenciais e definitivas na estrutura da Barragem, além da elaboração do plano de segurança da barragem e do plano de ação de emergência. A decisão judicial, proferida em 29 de agosto de 2024, excluiu a Compesa da ação civil, por entender que a atribuição seria somente do Município de Caruaru. Dessa forma, foi determinado ao município de Caruaru que fosse providenciado, no prazo de 180 dias, todas as medidas corretivas na Barragem do Cipó.
Bruno Dias – Estagiário sob supervisão







