A paralisação foi determinada em maiopor entender que faltavam comprovação da viabilidade socioeconômica da obra

O Tribunal de Contas da União (TCU) da início, amanhã (15), ao julgamento do processo que pediu a suspensão do uso de recursos federais para o trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina, ligando Salgueiro, no Sertão, ao Porto de Suape, no Grande Recife. A paralisação foi determinada em maio pelo ministro Jhonatan de Jesus, por entender que faltavam comprovação da viabilidade socioeconômica da obra, justificativa técnica para o eixo pernambucano, além de fragilidades na governança do projeto. Nesta segunda-feira (13), em Brasília, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, entregou ao TCU o estudo técnico feito sobre o trecho da ferrovia em Pernambuco.
O levantamento apresenta indicadores de avaliação econômica e social da implantação. Entre os resultados, o estudo estima Valor Social Presente Líquido (VSPL) de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico (TRE) de 15,53%. Segundo a Sudene, a análise também leva em conta o potencial de utilização da ferrovia para diferentes segmentos da economia nordestina, como a movimentação de grãos, gesso, combustíveis, fertilizantes, calcário, insumos para a construção civil, produtos siderúrgicos e contêineres, além do transporte de cargas para exportação. A projeção de movimentação anual varia entre 18 milhões e 24 milhões de toneladas, abrangendo uma área de influência superior a 400 municípios.
Ainda de acordo com o estudo, a fase de implantação do trecho pernambucano da Transnordestina poderá gerar aproximadamente 13 mil empregos. Ainda segundo a análise, a área de influência dos terminais de Salgueiro e Suape concentra mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) e do Valor Adicionado Bruto (VAB) do Nordeste. As estimativas indicam impacto de aproximadamente R$ 8,23 bilhões no VAB durante a implantação da ferrovia e acréscimo anual de cerca de R$ 910 milhões na fase de operação.
Bruno Dias – Estagiário sob supervisão







