Barragem de Jucazinho continua em colapso

A situação só seria revertida se ocorressem fortes chuvas nos municípios da bacia do Rio Capibaribe. (Imagem: Divulgação/Compesa)

A Barragem de Jucazinho atravessa o pior colapso desde a sua inauguração. A informação foi divulgada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que aponta que as chuvas do Agreste nos últimos meses não foram suficientes para alterar o quadro. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), no estado de Pernambuco, há uma má distribuição espacial das chuvas e o cenário se torna ainda mais preocupante porque as precipitações devem ficar mais fracas a partir deste mês.

“Na região da barragem, é esperado que chova em torno de 80 milímetros, mas, como este volume de precipitação geralmente não é concentrado, não deve contribuir significativamente para acumular água em Jucazinho. A partir de setembro, o volume de chuvas cai drasticamente, a média mensal histórica de precipitação é em torno de 25 a 30 milímetros de chuvas”, explicou o meteorologista Roberto Carlos Pereira.

De acordo ainda com a Apac, a única possibilidade de reverter essa situação seria se ocorressem fortes chuvas nos municípios da bacia do Rio Capibaribe, como Jataúba, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho e Riacho das Almas.

Com o colapso, cidades atendidas pelo sistema de Jucazinho, como Caruaru, Gravatá e Bezerros, passaram a ser atendidas por outras fontes. Uma das medidas adotadas é a realização de uma obra que visa a ampliação das estações de bombeamento do Sistema do Prata/Pirangi e deve aumentar a capacidade de transporte de água do sistema.

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