
Os profissionais de Enfermagem de Caruaru deflagram, nesta terça-feira (11), uma paralisação de advertência, com duração prevista de 48 horas. Durante a manhã,representantes da categoria realizaram uma ação em frente à Casa de Saúde Bom Jesus.
Em entrevista à Rádio Cultura, o presidente do sindicato de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), Francis Herbert, explicou as pautas do movimento.
“Desde abril de 2016, estamos negociando com essa atual gestão, que veio para aniquilar o servidor público municipal de Caruaru. Estamos há dois anos sem reajuste, sem reposição de perdas inflacionárias e com o sucateamento do serviço público em si. Estamos precisando de concurso porque o número dos contratados está acimados 50%, os plantões extra estão acabando com os profissionais. A saúde está sendo levada a trancos e barrancos”, criticou.
De acordo com o sindicalista, a movimentação foi aderida por mais de metade da categoria, mas os profissionais têm feito uma escala para manter os atendimentos dos serviços essenciais.
“Estamos mantendo os serviços essenciais em 50%. Ou seja, Casa de Saúde, SAMU, todas as unidades de pronto-atendimento estão funcionando com 50% dos profissionais escalados e outros 50% ficam no movimento, havendo sempre o rodízio para não cansarmos esse profissional. Quanto às unidades básicas, nós estamos parando todas. Hoje, chegamos já a mais ou menos 70% de apoio”, relatou.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Caruaru informou que uma mesa de negociação foi realizada, nesta segunda-feira (10), com representantes do sindicato. O encontro contou com a participação dos secretários de Saúde, de Administração e da Fazenda.
De acordo com a pasta, na ocasião, o Secretário da Fazenda, Diogo Bezerra,explicou que a Prefeitura de Caruaru está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e afirmou que não é possível ofertar nenhum tipo de aumento para nenhum servidor este ano.
Ao fim da paralisação, a categoria deverá realizar uma nova assembleia para deliberar sobre a continuidade da mobilização. A possibilidade de greve não é descartada.
Por Stephanie D’ávila – 11/12/2018







