Compesa aponta que Barragem de Jucazinho continua em colapso

A companhia desmentiu os vídeos que circularam pelas redes sociais. (Imagem: Divulgação/Compesa)

Durante os últimos dias, circularam vídeos pelas redes sociais, com a informação de que a Barragem de Jucazinho teria acumulado água com as recentes chuvas. A Compesa esclareceu, no entanto, que as imagens não são verdadeiras.

De acordo com a companhia, apesar de ter chovido 434 milímetros em algumas cidades que formam a Bacia do Capibaribe, a quantidade não foi suficiente para alterar o atual quadro de colapso. Em entrevista à Rádio Cultura, entretanto, o gerente regional da Compesa em Caruaru, Mário Heitor, afirmou que as chuvas podem ser um sinal de uma melhora futura.

“Só há possibilidade de a gente captar [água] para distribuir para a população se tiver acúmulo no ‘paredão’. A única coisa que acalenta e dá esperança são essas chuvas que têm vindo com mais força, com mais intensidade. Então, a gente tem que torcer para que essa chuva venha intensa, com um período maior, para que acumule água no rio e que desça para o ‘paredão’ para que a gente tenha condições de captar”, afirmou.

A barragem de Jucazinho está sem água desde setembro de 2016. De acordo com Mário Heitor, as cidades que eram atendidas pelo manancial estão sendo abastecidas por fontes alternativas.

“A gente tinha 15 municípios abastecidos por Jucazinho. No momento, todos eles estão sendo abastecidos de outras formas, por mananciais alternativos. A gente teve que fazer obras para que essas cidades sejam novamente abastecidas”, explicou.

A previsão da Apac é que o período chuvoso da região Agreste siga até o mês de julho, dentro da média histórica.

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