
A presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (COMAE), Neide Mota, disse em entrevista à Rádio Cultura nesta segunda-feira (15), que a Secretaria de Educação de Caruaru armazenou uma quantidade de kits alimentares da primeira remessa. A distribuição dos kits, que começou no dia 11 de abril, só teve uma nova etapa iniciada com mais de dois meses após as primeiras entregas a alunos da rede municipal de ensino.
“A distribuição retomou neste sábado e já com alguns problemas. A gente identificou através de ligações anônimas a denúncia de que a prefeitura estaria entregando ainda os kits antigos. Ou seja, a distribuição que iniciou em 11 de abril teve um saldo, esse saldo ficou armazenado na Secretaria [Educação], e agora, com a nova remessa, esses kits foram incluídos. A informação que nos foi dada por telefone é que a prefeitura daria, para aquelas mães, pais e responsáveis que tem duas crianças na escola, ou mais, e tem direito a dois kits, um kit da remessa antiga e um da nova. Nós fomos até algumas unidades de ensino e comprovamos que que o fato era verdade, existe um saldo que eu considero grande”, afirmou Neide Mota.
A gestora criticou o modelo adotado para a segunda fase de distribuição dos kits. Segundo ela, não há clareza no cronograma divulgado pela Secretaria de Educação. “Os pais e alunos esperaram tanto tempo, 62 dias de espera, e esses dias estão aumentando. Houve calendário, divulgação de entrega para sábado (13) e domingo (14), mas hoje a gente não sabe, não tem divulgação de entrega, pelo que a gente entendeu ninguém tá recebendo, ninguém está fazendo entrega. Como já tem tanto tempo, de demora, de espera, a gente esperava que a prefeitura fosse ágil nessa demanda”, pontuou.
Ainda de acordo com Neide Mota, o armazenamento dos alimentos prejudicou as famílias carentes que dependem da merenda escolar. “Se tínhamos tantos pais esperando, tantas reclamações em torno desses kits, por que os pais que tinham quatro, cinco, seis crianças, só recebiam dois e ainda a Secretaria ficou com esse saldo armazenado tanto tempo e os pais sacrificados, esperando e a prefeitura guardou esse tempo todo sem explicação”, questionou.
Procurada, a Secretaria de Educação de Caruaru informou que deve se posicionar oficialmente até esta terça-feira (16), pois membros da pasta se encontram em uma reunião.
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Por Patriota Júnior – 15/06/2020







